B
Beauty Empire
← Todos os artigos
Marketingpor Samuel Delmiro·26 de maio de 2026·7 min de leitura

A roleta girou 4 vezes. A enquete teve 655 votos.

Os dois estavam no mesmo módulo do sistema. Um foi usado quatro vezes; o outro, seiscentas e cinquenta e cinco. Vale entender por quê.


Nosso sistema tinha as duas coisas no mesmo lugar: a roleta de sorteio e a enquete pública. Achávamos que a roleta era o produto e a enquete, um acessório.

Aí olhamos o uso real.

FerramentaUso no período
Roleta de sorteio4 giros
Enquete pública655 votos
4 × 655
A ferramenta que dava nome ao módulo era a menos usada dele — por uma diferença de 160 vezes.

Por que a diferença é tão grande

Porque as duas fazem coisas opostas, embora pareçam parentes.

A roleta premia. Ela acontece uma vez, com quem já está na sua lista, e a participação da cliente é passiva: ela foi cadastrada e espera. É um evento — bom para o dia, inútil no dia seguinte.

A enquete convida. Ela fica de pé por semanas, qualquer pessoa pode responder por um link, e a participação exige uma ação: escolher um lado. E escolher um lado é o que faz alguém querer contar para as amigas.

Sorteio passivo é "votei, tchau". Enquete é "preciso chamar minhas amigas para ganhar mais chances".

O que medimos no funil da enquete

Numa das rodadas, acompanhamos o caminho inteiro de quem abria o link:

EtapaResultado
Abriu o link e votou35%
Compartilhou depois de votar~14%

Trinta e cinco por cento de conversão é alto para qualquer coisa online. E o dado que mudou a nossa cabeça foi o outro: o limitador não era a taxa de conversão — era o alcance. De cada cem pessoas que viam o link, trinta e cinco votavam. O problema nunca foi convencer; foi fazer o link chegar em mais gente.

Isso muda completamente onde se investe esforço. Melhorar o texto da enquete daria pouco. Colocar o link em mais lugares — no cartaz da recepção, no status, na assinatura das mensagens — daria muito.

Como montar uma enquete que funciona

A pergunta precisa dividir opiniões, não testar conhecimento. "Qual cor você quer que a Luana faça no próximo trabalho?" funciona. "Você conhece nossos serviços?" não funciona — não tem lado para defender.

Duas a quatro opções. Com dez, o voto se dilui e ninguém sente que o lado dele pode ganhar.

Mostre o placar. Ver que a sua opção está perdendo por três votos é o que faz a pessoa mandar para a amiga. Placar escondido mata a viralidade.

Dê algo por votar. No nosso caso, cada voto vira um cupom — uma entrada real no sorteio. Aí as duas ferramentas param de competir e passam a trabalhar juntas: a enquete traz gente, a roleta fecha o ciclo.

No Beauty Empire System
A enquete gera o cupom, e o cupom entra na roleta
No Beauty Empire System, cada opção de enquete vira automaticamente uma lista de sorteio, e cada voto vira um cupom nominal nessa lista. Você não faz nada: cria a enquete, divulga o link e, no fim, gira a roleta — em tela cheia, para projetar ou filmar para o Instagram. O vencedor recebe o aviso pelo WhatsApp direto do sistema. Os votos e os cupons ficam guardados, então dá para saber quem participou de cada rodada e quem nunca participou de nenhuma.

O erro que a gente cometeu, e vale evitar

Deixamos as duas ferramentas no mesmo lugar por muito tempo porque organizamos o sistema pela mecânica ("isso tudo é sorteio") e não pelo trabalho ("isso é perguntar, aquilo é premiar").

Quem queria fazer uma pergunta para as clientes precisava adivinhar que a coisa morava dentro de "Sorteio". Separamos, e o uso da enquete subiu. Vale para o seu salão também: se você tem uma ferramenta boa que ninguém usa, às vezes o problema não é a ferramenta — é onde ela está guardada.

Leia também: como fazer a cliente voltar sem depender de desconto.

De onde vêm estes números. Do Beauty Empire LDS, em Pitangueiras/SP — o salão dos fundadores, onde o sistema é usado todo dia. É um salão só, então o seu pode ser diferente: o que vale aqui é o método de medir, não a média do mercado. Conheça o sistema ou compare com a Trinks.
Continue lendo
Contamos 829 atendimentos: 9 pessoas causaram um terço das faltas
O mercado repete 20% de no-show e R$ 8.000 por mês. Medimos 829 atendimentos de um salão real: 16,2% de falta, R$ 645 por mês — e nove pessoas respondendo por 34% do problema.
A lavagem de R$ 50 rende o mesmo por hora que a coloração de R$ 150
Refizemos a tabela de preços de um salão pela régua da hora de cadeira. A ordem inverteu — e todo serviço leva exatos 15 minutos a mais do que está cadastrado.